Achigã

Informação? Pergunte! Mas pergunte tudo!

Hermínio Rodrigues
Escrito por Hermínio Rodrigues
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Informação? Pergunte! Mas pergunte tudo!

É muito comum, entre os pescadores mais novos e até nos mais evoluídos, perguntar-se a outro pescador, que teve mais sucesso (ou não), com que amostra capturou os peixes. Sucede muito na competição, mas também na pesca do dia a dia, ver-se alguém apanhar um peixe e ficarmos com a necessidade de sabermos como foi… Pergunte! Mas pergunte tudo!

Então, passamos e perguntamos: «Como apanhou aquele peixe?»… As respostas poucas vezes são completas. Muitas vezes resume-se ao tipo de amostra – «Pesquei com lagostim…» E a coisa fica por ali. Tem a certeza de que sabe o que precisa? Como lhe digo: Pergunte! Mas pergunte tudo!

Poucas vezes se fala da técnica de imediato e, quando se fala, omite-se sempre muita coisa. Não creio que não se fale da técnica por segredo ou por vontade de ocultar. As mais das vezes a resposta é curta por uma coisa que se chama economia de palavras – a lei do menor esforço – que é muito comum na linguagem e, por consequência, na comunicação.

Se pescamos sozinhos e nos cruzamos com estranhos, não poderemos exigir mais, mas se estamos com um amigo, com alguém com mais experiência, podemos e devemos perguntar tudo.

Uma amostra carece sempre de uma técnica, por si só vale de pouco

A curiosidade técnica

Há muito quem responda com o tipo de empate apenas: – «Foi com drop-shot» e… Ficamos quase na mesma, porque nem sabemos qual foi a amostra nem qual foi a técnica, mas apenas qual o empate…

Eu considero que, em competição, nem se deve perguntar. Se alguém nos quiser explicar como capturou, devemos ouvir e desconfiar, exceto se se tratar de um amigo muito próximo. Agora, quando estamos a aprender, temos de perguntar e perguntar tudo.

Muitos pensarão que estou a falar da cor da amostra… Isso será até o menos importante na minha opinião, uma vez que deve ser escolhida de acordo com a água onde pescamos. O que necessitamos de saber em concreto é como foi empatado o isco, com que tipo de linha, que cana usou, e que animação executou. Tudo isto enquadra a técnica que se usa com a amostra.

Note que com um isco de plástico mole nós podemos executar variadíssimos empates e técnicas. Há todo um puzzle para ser montado peça a peça.

Esta pesca é muito complexa, embora acessível a todos, e, no caminho da pesca padronizada, que todos acabarão por alcançar, temos de prestar atenção aos pormenores e a todas as variantes técnicas no trabalho de cada amostra.

Sobre o conceito de padrão e de pesca padronizada falaremos noutra altura.

Se gosta deste tipo de pesca descarregue o meu ebook gratuitamente aqui

Divirtam-se! Desfrutem! Até sexta-feira que vem… às 15:00, aqui.

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5 Replies to “Informação? Pergunte! Mas pergunte tudo!”

João Glória

Boa tarde Sr. Hermínio 🙂

Que excelente video 🙂

Pena é que apenas os bons amigos e o Sr. Hermínio facultem essa informação preciosa.

Hoje em dia até as pedras tem nomes marcados e ai de quem pescar lá quanto mais partilhar conhecimento de como estão a pescar. Uma triste realidade. Os mais maçaricos ou aprendem com os erros e demoram muito tempo ou tem a “sorte” de ter alguém que goste de partilhar conhecimento como ´e o seu caso 🙂

Um grande abraço.

Herminio Rodrigues

Olá João,

Ainda bem que gosta.

Há mais gente a divulgar hoje do que quando eu comecei.
Alguns amigos criticam-me porque também há gente que não merece aprender, porque depois rapam tudo.
Mesmo assim, continuo a achar que um pescador informado, pelo menos sabe o que deve e o que não deve fazer…. o resto é uma questão de consciência.
Eu vou prosseguir com a certeza de que, se nem tivesse começado, haveria menos pescadores de achigãs bem formados.

Conte com a minha ajuda.

Um abraço

joao vilelas silva

muito bem conseguido parabens

Luiz Nabais

EU PECADOR ME CONFESSO.
É como escreveste uma vez, em resposta a uma questão minha “ensinaste-os a pescar olha no que deu” ao que respondeste, que “também tinhas ensinado a libertar” Espero bem que sim, que as consciências mudem, que os predadores libertem alguns dos que caçam, ou dentro de pouco tempo se quisermos pescar de bom porte, ou mesmo pescar, teremos de ir passear ate CUBA ou aos USA, as águas privadas do teu amigo Ray Scott.
Abraço

Hermínio Rodrigues

Olá Luiz,

Conversa antiga e muito atual, embora tenha pouco a ver com o tema.

Acho que alguns aprendem. A prova disso é que ainda há achigãs para pescar.

As águas públicas, já deviam ter melhor regulamentação… Lutámos tanto por isso… E deu em nada ou em pouco mais que isso.

Felizmente, há cada vez mais barragens privadas e concessionadas onde se pode fazer o gosto ao dedo, sem precisarmos de ir para tão longe.

Acho que pescadores formados e informados têm mais hipóteses de atingir o nosso estado de graça, mas não podemos exigir mais do que a lei e muito menos fazer disso um cavalo de batalha que nos leve a confrontos desnecessários.

PS: O meu amigo Ray Scott já vendeu a casa e o lago…

Um abraço

HR

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