Pesquei uma gaivota

Olá amigo pescador

A pesca para mim não é só ir apanhar uns peixes.
Para mim a pesca é também o momento em que posso estar mais próximo da natureza.
Logo mais próximo de mim próprio.

Segurança a primeira prioridade

Estou tão habituado a andar a pescar pelas falésias, que acho que já nem consigo ir pescar para pesqueiros de (fácil acesso).

Quando digo de fácil acesso, não quer dizer que eu precise de ir para pesqueiros perigosos.
Mas sim pesqueiros de acesso um pouco mais difícil.

Ou porque tenho de descer uma grande serra.
Ou porque tenho de fazer caminhos que só se chega de jipe.
Ou porque é uma grande caminhada

O meu primeiro objectivo ao escolher esse tipo de pesqueiros é estar sozinho na natureza.
Antigamente não, quando comecei a frequentar pesqueiros mais difíceis foi a pensar que eram melhores.
Mas depressa percebi que não tem nada a ver.
Mas adorei a experiência de andar sozinho no meio do mato e nunca mais parei.

gaivota

Hoje quando vou à pesca tenho algumas prioridades.
A primeira é sempre a segurança depois estar sozinho, divertir-me e apanhar uns peixes.

A gaivota

Esta coisa de pescar gaivotas infelizmente já me aconteceu várias vezes.
É comum acontecer quando se pesca num pesqueiro alto a engodar.

Pois as gaivotas são atraídas pelos pedaços de sardinha na água.
E ao estarmos muito altos, temos uma grande quantidade de linha entre nós e a água.

gaivota

Naturalmente as gaivotas ao andarem a voar ao de cima da agua de vez em quando podem encalhar na nossa linha e ficarem presas.

Numa situação dessas a nossa obrigação é puxar a ave o mais depressa que possível para a libertar.

Como eu conheço muito bem os pescadores eu sei que vão ficar muito preocupados em perder ou estragar material.
Eu sei que é chato perder um pedaço de linha fluorocarbono que é cara ou uma bóia.

Mas a prioridade tem de ser soltar a gaivota.
Pois ela não nos chamou para lá.
Nos fomos para lá, engodámos e prendemos a ave.
A nossa obrigação é soltá-la o mais rápido que possível, com o mínimo de danos.

Se gostaste deste artigo e queres aprender como ler o mar, como escolher um pesqueiro, saber o que é uma feição e porquê que esta é muito importante, e muito mais, inscreve-te no nosso curso de segredos de pesca clicando aqui. (página de inscrição)

Para saberes mais sobre o nosso curso clica aqui

Abraço MM

Manuel Monteiro

Manuel Monteiro tem mais de vinte anos de experiência em pesca desportiva pela qual é apaixonado, especialmente á pesca aos sargos e mais de dez anos a trabalhar numa loja da área.

Website: https://segredosdepesca.com/oferta

    8 Comentários

    1. Pedeo Ferreira

      Nada a acrescentar…
      Continua amigo Manuel.

    2. José Pinto

      Boa malha. Gaivatos há muitas, mas sempre é um animal inocente.

      • Pois é José, coitados dos bichos estão lá sossegados na vidinha deles eheheh

        Abraço MM

    3. Mário Mendes

      Olá Manuel
      Já me aconteceu e é um verdadeiro “bico de obra” procedi da mesma forma. Sem tapar os olhos é quase impossível desempeixar o bicho.
      Cumprimentos.

    4. alfredo

      gostei muito da rapidez como soltaste a gaivota
      antigamente eu fui falcoeiro e tive muitas aves de preza com unhas fortes que atravessam as mãos dos humanos, um pouco mais perigoso que uma gaivota. tapar os olhos é realmente o principal. Aqui no video não se percebe onde estava o anzol nem como o soltaste? gostava de saber. pois se estivesse enfiado na carne a melhor solução seria retirar a linha do empate e com um alicate rodar o anzol no sentido da ponta , nunca puchar para trás por causa da barbela. em casos dificeis se calhar tinhas de levar a gaivota para a tua oficina e fazer lá a operação e só a soltar na manhâ seguinte, eu uma vez levei para casa um ganço patudo e esteve na piscina a comer sardinhas uns dias.
      abraço
      alfredo

    Deixe uma resposta

    O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *