Achigã

Desfazer cabeleiras

Hermínio Rodrigues
Escrito por Hermínio Rodrigues
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Fazer as vulgares cabeleiras quando se pesca com conjuntos de casting é normal. Vai acontecer, uma ou outra vez, algumas delas por culpa do pescador e outras por fatores alheios.

Desta vez não vou explicar como se evitam, vamos tratar de perceber a melhor forma de desfazer cabeleiras depois de terem acontecido. Até porque, mesmo com todos os cuidados, pode acontecer ao mais experiente dos pescadores.

Por que acontecem as cabeleiras

Acontece aos melhores.

É uma consequência da dinâmica deste tipo de carretos. Quando o alvo é atingido, se não travarmos com o polegar, o tambor tem tendência a continuar a rodar, obrigando a linha a desenrolar sem que possa sair e enrolando sobre o tambor mais vezes que o que seria desejável.

Em termos simples é essa a explicação. No entanto, basta que não se calibre bem o peso a amostra, usando o travão da bobina, para que, num simples lançamento, o tambor rode mais rápido que a saída da linha… Basta uma volta a mais para que a cabeleira se forme.

Pelo mesmo processo, é normal fazerem-se mais destes sarilhos quando lançamos contra o vento. Por vezes, basta uma rajada forte demais para a nossa afinação, para que se desenvolvam.

Outro processo de formação ocorre quando, sem querer, a nossa amostra bate em algo no momento do lançamento.

Como desfazer cabeleiras

Esta pode ser a solução

Os casos mais graves, que normalmente ocorrem quando empregamos mais força no lançamento, só mesmo com uma tesoura.

Todavia, na maior parte dos casos, um pouco de paciência conseguimos desfazer as cabeleiras. É muito importante que se desfaçam bem todos os elos soltos e que se volte a colocar a linha na bobina exercendo alguma pressão, para evitar folgas.

Um amigo ensinou-me um truque que eu só utilizo quando tento soltar os elos e a linha prende. Como mostro no vídeo, eu coloco a unha do polegar no tambor e aperto com quatro ou cinco voltas à manivela.

Dá ideia de que vou apertar e estragar tudo… Mas o que ocorre é algo bem diverso: a pressão exercida sobre a zona de prisão acaba por soltar quando reiniciamos o trabalho de desenrolar ao elos.

Espero ter ajudado com esta informação. Se ainda não viu o curso de iniciação gratuito que disponibilizámos no nosso YouTube, não perca, há lá mais informação sobre este e outros temas. Também o ebook gratuito que pode descarregar aqui, o poderá ajudar nesta e noutras escolhas.

Já agora, se quiser aprofundar mais, também temos um curso de pesca do achigã.

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Cuidem-se nesta quarentena para podermos mais rapidamente voltar à nossa atividade preferida.

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4 Replies to “Desfazer cabeleiras”

Augusto

Viva
Muito boas dicas.
Obrigado pela partilha.
Se poder fazer um vídeo com dicas deste tema em carreto de spinning seria excelente.
Obrigado

Herminio Rodrigues

Boas tardes,

Normalmente, as cabeleiras são um problema maior no casting devido ao tambor móvel, mas os meus amigos americanos que usam mais este tipo de material queixam-se quando usam spinning e dizem que fazem mais cabeleiras.

Vou tentar responder, embora se façam menos cabeleiras no spinning, porque fazemos com ele a nossa iniciação. Aqui os motivos estão mais ligados à torção a que a linha é obrigada devido à rotação em torno do tambor, e não do tambor em si. Essa torção pode provocar efeitos de memória diferentes em diferentes tipos de linhas.

Vou fazer uma dica sobre esse assunto, obrigado pela ideia.

Um abraço HR

Manuel Tanque

Não há duvida. quem estuda sabe e quem sabe diz…
Ainda tenho presente os primeiros lançamentos que fiz com esse equipamento, na deslocação que fizemos ao zibo. Diamantino Hermínio e Eu.
Meu caro essa historia jamais esquecerei, não pelas cabeleiras que resolvi rapido trocando o carreto mas pela dificuldade e solução no alojamento em Macedo de Cavaleiros naquela pensão (Colchões em cima de grades de cerveja, banheira que parecia a do Atilio na novela brasileira…tomei banho de meias etc etc ) que terminou no pequeno almoço ao pagar a conta.
Ficámços os três de boca aberta. Foi o posível por causa da invasão de Motads nessa altura.
Bons tempos
Grande Abraço

Hermínio Rodrigues

Olá amigo,

Foram os meus primeiros passos na pesca à pluma… Como poderia esquecer.

Saudades desses tempos. Não do desenrasque da dormida por cima do restaurante… Mas ainda conto essa história aos meus amigos mais próximos…

Lembras-te do nome do restaurante?

Um grande abraço e beijinhos às senhoras

HR

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